Curso sobre doença falciforme capacita 400 profissionais em parceria com MEC

Entre setembro e dezembro deste ano, 400 servidores municipais da Educação de Minas Gerais e Bahia serão capacitados por meio do ensino a distância para a temática da doença falciforme na escola. Trata-se de uma iniciativa inédita financiada pelo Ministério da Educação (MEC) a partir da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi).

Intitulado “Ressignificando a doença falciforme: a diversidade no contexto escolar”, o curso é promovido pelo projeto “Saber para Cuidar: doença falciforme na escola”, do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG) – parceria entre o Nupad e Fundação Hemominas, e propõe fortalecer a capacidade técnica e política dos profissionais da Educação, melhorando a atenção aos alunos que convivem com a doença.

As aulas são ofertadas na plataforma do Centro de Apoio à Educação a Distância da UFMG (Caed) e se organizam em quatro módulos, em um total de 45 horas. Entre os temas abordados estão a doença falciforme e seus contornos na História e na atualidade, as peculiaridades da doença no contexto escolar e a articulação em redes. “A ideia é pensar em uma rede de apoio junto com o professor, porque o aluno com doença falciforme está na escola, mas de forma invisível”, destaca a coordenadora do “Saber para Cuidar”, Isabel Castro. Segundo ela, o curso é resultado da cooperação existente desde 2014 entre o projeto e a Secadi.

Divididos em 14 turmas, os cursistas receberão acompanhamento de uma equipe multiprofissional de tutores, composta por enfermeiros, psicólogos, pedagogos, nutricionistas e assistentes sociais, entre outros. A proposta é que, ao final das aulas, os alunos apresentem uma ação de intervenção para a comunidade na qual está inserido. “O objetivo é mudar a assistência à pessoa com doença falciforme, por isso o curso precisa ter aplicabilidade na prática”, pontua a coordenadora.

Leia mais no link.

Fonte: Cehmob-MG.