Ferida de tamanho variável que pode surgir ao redor do tornozelo e na parte lateral da perna, a úlcera de perna é uma das manifestações clínicas da doença falciforme. Ela ocorre principalmente a partir da adolescência, podendo se tornar bastante dolorosa e levar meses para cicatrização, o que demanda tratamento e cuidados constantes.
O assunto foi tema de trabalho de conclusão de curso de estudantes de Enfermagem da UFMG, defendido em 2015. Intitulado “Fatores preditivos para a cura de úlceras de perna em pacientes com doença falciforme”, o estudo buscou identificar os fatores capazes de predizer a cura ou não cura dessas lesões. Os resultados foram apresentados no Cehmob-MG na sexta-feira, 11 de março, em reunião de acadêmicos dos projetos Aninha e Atenção Especializada (PAE). O convite partiu da enfermeira do Centro, Ruth Santos, que participou também da banca de defesa do estudo.
De acordo com o estudo, a úlcera de perna ocorre entre 8% e 10% dos indivíduos com anemia falciforme (forma homozigota da doença falciforme – HbSS), com relatos de incidência acima de 50% naqueles que residem em áreas tropicais. Para identificar os possíveis fatores preditivos para cura das lesões nestes indivíduos, o estudo retrospectivo analisou 27 adultos com anemia falciforme, entre homens e mulheres acima dos 18 anos, no período de 1998 a 2015. A coleta de dados se deu por um questionário semiestruturado que foi utilizado para obter informações dos prontuários dos pacientes atendidos em um serviço ambulatorial de Belo Horizonte.
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Fonte: Cehmob-MG.


