Seminário de APS representa avanços na interação entre profissionais

Contribuir com o alinhamento conceitual da Atenção Primária (AP) e promover a partilha de conhecimentos entre os profissionais envolvidos nos processos de cuidados ao paciente com doença falciforme. Estes foram os objetivos do Seminário de Atenção Primária à Saúde (APS), que aconteceu no último dia 13, no Othon Palace Hotel, em Belo Horizonte.

O evento, organizado pelo projeto “Doença Falciforme: Linha de Cuidados na Atenção Primária à Saúde”, do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad), aconteceu dentro do Encontro dos Ambulatórios do Hemominas, que reúne, anualmente, funcionários de todos os hemocentros do Estado.

Participaram do Seminário de Atenção Primária à Saúde cerca de 100 pessoas, entre membros da equipe do Setor de Controle de Tratamento (SCT), do Laboratório; dos Projetos Linha de Cuidados e Saber para Cuidar, do Centro de Educação e Apoio Social (CEAPS), todos ligados ao Nupad; além de representantes dos hemocentros, da APS e da Dreminas.

Conhecimento partilhado e interação dos agentes

A programação englobou aspectos práticos e teóricos, apresentados por especialistas e profissionais que lidam diretamente com o paciente. De acordo com a pediatra Ana Paula Pinheiro, coordenadora do Linha de Cuidados, a mesa redonda foi democrática e alinhada ao objetivo do encontro, que era o de estimular e inteiração entre os agentes do processo. “O palestrante do hemocentro esclareceu o que fazem estes especialistas e o que esperam da AP, enquanto a profissional da Unidade Básica de Saúde, onde são fornecidos os primeiros cuidados ao paciente, refletiu sobre o que poderia ser aprimorado e sobre como a interação entre os dois lados poderia ser estabelecida”, explica a especialista.

Segundo a pediatra, algumas engrenagens do Sistema Único de Saúde (SUS) estão emperradas. “Quando profissionais de saúde que atuam em diferentes níveis de atenção entendem as atribuições de cada um na rede assistencial do SUS e conversam, fica mais fácil encontrar uma forma de fazer o processo voltar a funcionar”, conclui.

Impactos

Para Ana Paula, o evento representou um avanço importante no entendimento dos setores e o objetivo de favorecer a compreensão geral do processo foi alcançado. No entanto, ela enfatiza que este é apenas o início de um processo de educação contínua. “A aproximação dos profissionais de AP e dos hemocentros terá impacto positivo em vários aspectos, como a elaboração de protocolos, de fluxo, de estudos de caso, entre outros”, argumenta.