A trajetória de Gilberto dos Santos

Gilberto durante Seminário IbraFH, em 2013. Arquivo pessoal.
Gilberto durante Seminário IbraFH, em 2013. Arquivo pessoal.

Foram quase duas décadas de militância na causa da pessoa com doença falciforme. Natural do Rio de Janeiro e diagnosticado com doença falciforme aos sete, Gilberto dos Santos atuou junto a associações e gestores, fundou e presidiu instituições, acumulou conhecimento, questionou e cooperou. Fez de sua luta a luta de muitos outros e, ao falecer próximo dos 50 anos em 21 de março de 2015, devido à grave insuficiência renal, intercorrência comum às pessoas com doença falciforme, deixou um importante legado de trabalho e dedicação.

“Foi uma grande perda, talvez a maior que tivemos”, lamenta a presidente da Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia do Estado de Minas Gerais (Dreminas) e coordenadora geral da Federação Nacional de Associações de Pessoas com Doença Falciforme (Fenafal), Maria Zenó Soares. Como lembra o coordenador técnico do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), José Nelio Januario, Gilberto esteve várias vezes em Belo Horizonte e sempre estimulou as atividades para a doença falciforme no estado. “Ele é uma das pessoas mais admiráveis que conheci neste contexto. Fazia por decisão própria e não por outros interesses”, afirma.

Na opinião de Maria Zenó, o amigo foi uma das primeiras pessoas com doença falciforme no país com coragem para enfrentar as complicações da doença, o preconceito e o racismo: “Ele fez a própria história. Pôs a cara à tapa, ‘sou negro, sou pobre, tenho doença falciforme, mas sou gente, estou aqui’”.

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Fonte: Cehmob-MG.