O estado da Bahia será o primeiro, além de Minas Gerais, a receber o curso de capacitação do projeto Doença Falciforme: Linha de Cuidados na Atenção Primária à Saúde, do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG). Ainda neste semestre, gestores municipais, profissionais da atenção primária da Bahia e estudantes iniciarão atividades que objetivam fortalecer a capacidade técnica e política em doença falciforme e melhorar a qualidade da assistência às pessoas com a doença.
Segundo a enfermeira Ruth Santos, coordenadora do processo de mobilização de gestores do projeto, a iniciativa servirá de piloto para à expansão do Linha de Cuidados a outros estados brasileiros. “Temos recebido muitas demandas, mas como tínhamos diálogo com alguns profissionais da Bahia há algum tempo, começamos a pensar em estratégias para possibilitar o curso no estado”, diz. Ela conta que em 2012 profissionais das unidades básicas de saúde da Bahia realizaram visita técnica ao Cehmob-MG, onde puderam conhecer de perto os processos e procedimentos do projeto. “Por intermédio do Ministério da Saúde, escabelemos uma parceira maior com Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. A nossa referência na universidade é o professor Fabio David Couto, que coordena a Liga Acadêmica de Doença Falciforme”, explica.
Assistência de qualidade
A Bahia é o estado com maior incidência da doença no Brasil. A cada 650 crianças nascidas, uma tem a doença falciforme. “É parcela considerável da população. Para se ter uma ideia, em Minas Gerais a ocorrência é de uma caso para cada 1.400 crianças”, ressalta Ruth Santos, que reforça a importância da capacitação dos profissionais baianos para assistência adequada à esses pacientes.
A intenção, de acordo com a enfermeira, é que o curso também consiga os bons resultados alcançados em Minas Gerais. Só em 2013, mais de 198 municípios foram capacitados no estado. Dos 604 profissionais inscritos, 269 foram aprovados com aproveitamento mínimo de 70%. “Se a avaliação for positiva, iniciaremos estratégia para expansão para estados como Tocantins e Mato Grosso, que já manifestaram o desejo em participar do projeto”, afirma Ruth.


