Cehmob apresenta projetos em Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme

Entre os dias 20 e 23 de novembro, representantes do Cehmob-MG participaram do VII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme, realizado no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. Projetos desenvolvidos pelo Centro foram temas de palestras e apresentados em pôster e banners.

A importância da educação permanente dos profissionais de saúde para a doença falciforme foi assunto da palestra da pediatra e coordenadora do projeto Linha de Cuidados na Atenção Primária à Saúde, Ana Paula Pinheiro. De acordo com Ana Paula, o conceito de educação permanente envolve ensino, ações e serviços: “É aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho”.

A capacitação na atenção primária, foco do projeto Linha de Cuidados, busca fortalecer a capacidade técnica e política dos profissionais nas Unidades Básicas, a fim de melhorar a qualidade de assistência aos pacientes. Segundo dados apresentados, o curso de educação à distância realizado pelo projeto já capacitou, até o momento, 528 profissionais em Minas Gerais, nas áreas de Enfermagem, Medicina, Serviço Social e Odontologia, entre outros.

Ana Paula Pinheiro apresenta os projetos do Cehmob-MG. (Acervo Cehmob)
Ana Paula Pinheiro apresenta os projetos do Cehmob-MG. (Acervo Cehmob)

O projeto Saber para Cuidar: Doença Falciforme na Escola levou ao conhecimento do público as etapas futuras e ações de mobilização já realizadas, como o Seminário em 2012 e as oficinas em escolas da rede pública estadual. Para a coordenadora do projeto, Cristiane Rust, a perspectiva para 2014 é a realização de um curso de ensino à distância voltado aos profissionais da educação. “O curso busca capacitar facilitadores na rede de ensino, para que haja uma construção colaborativa de práticas pedagógicas inclusivas em doença falciforme”, observou.

“Apresentar o Saber para Cuidar possibilitou conhecer outros profissionais que também trabalham nessa perspectiva para a doença falciforme e trocar experiências, com alternativas de colaboração e parceria na divulgação do projeto”, conta Cristiane.

Ainda, a obstetra do Projeto Aninha, Vanessa Fenelon, abordou estudo sobre a mortalidade materna na doença falciforme: “Devido às complicações graves da doença, o número de mulheres com doença falciforme mortas durante a gestação ou pouco após é muito maior em comparação à população materna em geral”.

Segundo Vanessa, fatores de risco como a hipertensão, alterações renais, síndromes hemorrágicas e infecção exigem uma avaliação médica muito criteriosa para reduzir o número de mortes e melhorar a saúde materna. Diante deste cenário, o Projeto Aninha, criado pelo Cehmob em 2007, busca acompanhar as gestantes com doença falciforme e compartilhar, entre os diversos profissionais de saúde, os conhecimentos relativos aos cuidados necessários para o atendimento a essas mulheres.

Visite a página do VII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme, com todas as informações do evento.

Coordenadores do Cehmob-MG e Nupad com delegação internacional. (Acervo Cehmob)
Coordenadores do Cehmob-MG e Nupad com delegação internacional. (Acervo Cehmob)