
Todos os anos, quinze mil crianças nascem em Gana com a doença falciforme. E em algumas regiões a crença é que a enfermidade resulta de feitiçaria e pode ser curada com misturas e sacrifício de animais. O jornalista ganense, Seth Boateng, produziu um documentário em áudio, exibido no país africano em março deste ano, no qual revela essa realidade. O trabalho foi apresentando por ele no Brasil, durante o II Congresso Global de Doença Falciforme, ocorrido em novembro na cidade do Rio de Janeiro.
“O interesse em abordar o tema surgiu após eu participar de um evento sobre saúde e ouvir a mãe de uma criança com doença falciforme falar de forma emocionada sobre a enfermidade e os mitos que a envolvem”, conta Boateng em entrevista para o Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG). “Resolvi olhar para a doença falciforme e fazer as pessoas conhecerem mais sobre ela”, explica.
Seth Boateng entrevistou pacientes com doença falciforme e familiares em diferentes regiões do país. Um dos principais pontos relevados foi a crença de que bruxas podem causar a doença. “Nas áreas urbanas busca-se atenção médica, mas para os que vivem nas regiões rurais, onde a pobreza é endêmica e a superstição é freqüente, as pessoas acreditam em feitiçaria. Eles acham que alguém na sua família que te odeia pode passar espiritualmente a doença para uma criança e causar as dores características da doença”, exemplifica o jornalista.

Ainda, acredita-se que algumas pessoas têm a capacidade de saber que tipo de adulto uma criança irá se tornar no futuro e, caso preveja um trajetória de sucesso, cause a ela algumas doenças, como a doença falciforme.
Rituais e tratamentos
No documentário são revelados os procedimentos usados por espiritualistas para “curar” a doença falciforme. Dentre as orientações dadas pelos curandeiros estão o uso de misturas, o sacrifício de animais e o manuseio do corpo por meio de cortes na pele e “limpeza” com fumaça.
Leia mais no link.
Fonte: Cehmob-MG.


