Após a mobilização para o controle do câncer de mama, durante o Outubro Rosa, o Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG (Nupad) promoveu no início desta semana atividades para o público externo e interno relativas à saúde do homem, em referência ao Novembro Azul. A campanha tem como foco o combate ao câncer de próstata, sexto tipo de câncer mais comum no mundo e o mais incidente entre os homens, segundo informações do Inca (Instituto Nacional do Câncer).
No dia 17, considerado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, o Centro de Educação e Apoio Social do Nupad (Ceaps) fez roda de conversa com pacientes e familiares em acompanhamento pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). Coordenada pelo enfermeiro Bernardo Romanelli, a atividade buscou informar sobre os riscos da doença e, principalmente, destacar a importância do diagnóstico precoce.

“Em 95% dos casos do câncer de próstata, os sintomas só aparecem quando ele já está desenvolvido. Por isso a importância de trabalhar a doença de forma preventiva”, destacou Bernardo. O exame preventivo, conhecido como exame de toque retal, é capaz de identificar a doença em fase inicial. Ele é indicado para os homens a partir dos 45 anos ou 40, caso haja casos de câncer na família.
Para Alessandro Vieira, 39 anos, muitos homens não realizam o exame por preconceito. “Há oito anos perdi meu avô com a doença”, conta. “Ele tinha 75 anos e nunca tinha feito o exame. Quando descobriu, já estava avançado”, lamenta.
Também presente na conversa, Cristina Gonçalves disse que fala sobre o assunto com o marido, de 36 anos: “Eu converso, mas com homem é mais difícil, né?”. Segundo ela, apesar de toda doença trazer sofrimento, no caso do câncer a prevenção é ainda mais importante. “É tão mais grave. A gente não deseja isso para ninguém, por isso é preciso mesmo alertar”.
Funcionários aderem à campanha
O Novembro Azul também foi destaque junto aos funcionários durante ação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Nupad

(CIPA). Ao longo do dia 18, membros da CIPA visitaram todos os setores do Núcleo e entregaram material informativo e laço azul, símbolo do movimento de conscientização.
Na oportunidade, a cipista Patrícia Karla, do Laboratório de Triagem Neonatal, sorteou para os colegas exemplares do livro “Câncer: uma benção que aconteceu na minha vida”. Na segunda edição da obra, lançada este ano, Patrícia conta como enfrentou e curou o câncer de ovário e útero, descoberto em 2006.
Para Patrícia, abordar uma doença tão séria neste tipo de ação é capaz de trazer resultado. “Falar do câncer de próstata é ainda mais impactante, pois ainda é muito tímida a campanha contra ele. Explicamos com mais detalhes nos setores onde há mais homens e percebemos que eles estavam bem atentos e ouviram com seriedade”, observa.



