
Para comemorar uma data tão especial, um dia só não é suficiente. Por isso, o Centro de Educação e Apoio Social do Nupad (Ceaps) está desenvolvendo uma série de atividades para celebrar o mês das mães. A proposta é resgatar os vínculos familiares e seus valores por meios de oficinas sobre culinária, clube de correspondência, saúde bucal e espaços de homenagem às mães do Programa Estadual de Triagem Neonatal (PETN-MG).
O Ceaps é um espaço que busca proporcionar um momento mais agradável e proveitoso para pacientes da triagem neonatal e seus familiares. Além disso, o lugar permite aos profissionais, pacientes e familiares falarem do diagnóstico e tratamento da doença detectada. “Com essa interação, conseguimos ampliar e melhorar a adesão ao tratamento”, comenta Laila de Fátima Dias, pedagoga do Centro.
As atividades desenvolvidas no local estão sustentadas nos pilares educação, apoio e assistência. O projeto Educação em Saúde utiliza o lúdico no processo de promoção da saúde. “Os grupos buscam construir alternativas que permitam entender saúde, doença e cuidado, considerando fatores sociais, econômicos e culturais que circundam as famílias”, explica Ivan Magalhães Xavier, assistente social do Ceaps.
Lúdico
Para possibilitar um ambiente agradável e que amenize o estresse psicológico causado pelo tratamento, a brinquedoteca tem sido importante estratégia complementar de intervenção em saúde pública. Nela, são desenvolvidas atividades como pintura, desenho, fantoche, música, incentivo à leitura e qualquer outra ação que represente o contexto das crianças. “Sempre respeitando o tempo de cada um dos pequenos e a faixa etária”, ressalta Laila Dias.

Os resultados positivos do Projeto são frutos do trabalho sistematizado através do cronograma de atividades realizado pela equipe multidisciplinar do Ceaps, composta por assistente social, psicólogo, enfermeiro, nutricionista, pedagogo e acadêmicos de diversas áreas. “Percebemos que essas ações têm efeitos positivos nos processos de aprendizagem e nas relações sociais dos pacientes, familiares e acompanhantes”, avalia Ivan Xavier.
Ismália de Jesus Soares é de Pitangui, Minas Gerais, e há dois anos frequenta o Ceaps com o filho Talysson Junior Soares de Souza. “O tratamento para o meu filho tem sido uma benção. Como moro um pouco longe, no Ceaps encontro um local para ser meu ‘porto seguro’, onde posso descansar e interagir com outras famílias que passam pela mesma situação que a minha”, conta Ismália. O garoto Talysson, 10, mostra-se sempre muito entusiasmado com as atividades desenvolvidas. “Depois que vamos embora, ele não para de me perguntar que dia iremos voltar”, diz a mãe.
Ao partilharem suas dores e sentimentos, os familiares tornam possível observar e conhecer um pouco mais do contexto dessas crianças. “Assim, podemos pensar e realizar junto à equipe intervenções para que a qualidade de vida destas crianças melhore cada vez mais”, conta a pedagoga. “As famílias se sentem valorizadas e com isso, conquistam a própria autonomia. Nas atividades deste mês, temos observado uma resposta muita positiva e frases como “Eu dou conta, eu sou capaz!”tornam-se cada vez mais frequentes”, completa Ivan.


