
Princípio do Sistema Único de Saúde (SUS), a integralidade se refere ao indivíduo tomado como um todo, levando-se em conta suas necessidades e aspectos sociais, econômicos e biológicos, entre outros. “É um conceito em construção constante e deve ser bandeira de lutas e valores”, declarou a assistente social e membro da Câmara de Assessoramento Técnico da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme do Ministério da Saúde, Maria Cândida Queiroz, em palestra na tarde de 19 de junho, durante o 1º Encontro Mineiro de Assistentes Sociais – Doença Falciforme: Linha de Cuidados, promovido pelo Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG).
Segundo Maria Cândida, é difícil concretizar a integralidade. “Para o Ministério da Saúde, diz respeito a um sistema sem muros, que elimina barreiras de acesso entre os diversos níveis de atenção”, explicou. E, além destas barreiras, no caso da pessoa com doença falciforme é preciso considerar ainda o maior nível de vulnerabilidade enfrentado por ela. “O desafio é fazer atenção integral pensando não só nos aspectos da doença, mas nos aspectos emocionais, e ainda acrescentando a dimensão racial”, destacou a assistente social.
Também para garantir a atenção integral, Maria Cândida citou a necessidade de trabalhar o empoderamento do usuário e da família: “Eles têm que entender as dimensões da doença falciforme para o autocuidado. É uma doença genética, hereditária e crônica degenerativa”.
Leia mais no link.
Fonte: Cehmob-MG
1º Encontro Mineiro de Assistentes Sociais
O evento é uma realização do Cehmob-MG, parceria do Nupad e Fundação Hemominas, com o patrocínio do Ministério da Saúde e apoio da Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia do Estado de Minas Gerais (Dreminas), Federação Nacional das Associações de Doença Falciforme (Fenafal), Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e secretarias municipais de saúde e de assistência social do estado.
O projeto “Doença Falciforme: Linha de Cuidados à Atenção Primária à Saúde”, do Cehmob-MG, se tornou pioneiro na abordagem do tema doença falciforme com foco na equipe multiprofissional/transdisciplinar e foi a referência para compor a equipe organizadora do evento.


