
Pessoas acompanhadas pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG) e familiares se reuniram no dia 18 de novembro no Centro de Educação e Apoio Social do Nupad (Ceaps) para uma atividade sobre o Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20 deste mês. A data é uma homenagem a Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, que morreu em 20 de novembro de 1695 e foi símbolo da luta dos negros contra a escravidão no Brasil.
A estagiária de serviço social do Ceaps, Nívia Feliciano, que mediou a atividade, explicou que a estratégia foi fazer um resgate da cultura negra no país, com objetivo de conscientizar pais e filhos sobre a importância da data. “O Dia Nacional da Consciência Negra é fundamental para o combate ao preconceito, porque relembramos de todo sofrimento e da luta dos negros na história do nosso país”, afirmou. “Esse debate é válido, pois sabemos que as crianças podem reproduzir o que aprendem com os adultos. Portanto, é importante a participação das famílias na luta contra o racismo”, acrescenta a estudante.
Durante a atividade, as colaboradoras do Ceaps mostraram um cartaz com fotos de personalidades importantes como Machado de Assis, Martin Luther King e Barack Obama, para exemplificar as conquistas que a luta por direitos iguais, independente da cor da pele, vem alcançando. Para Denise Elisiane, acompanhante de paciente que participou da discussão, esse tema é essencial e não deve ser esquecido. “É bom ter atividades assim, principalmente para podermos educar nossos filhos para que não exista mais preconceito no futuro”, declarou.
Segundo a assistente social do Ceaps, Graziela Maria, é importante falar sobre a diversidade no ambiente de educação em saúde principalmente por conta das pessoas com doença falciforme. A doença genética é uma das seis identificadas pela triagem neonatal e acomete principalmente a população negra, que ainda sofre com o racismo.
No final da atividade, a mensagem do médico Augusto Cury foi colocada como reflexão: “Acima de sermos negros, brancos, árabes, judeus, americanos, somos uma única espécie. Quem almeja ver dias felizes, precisa aprender a amar a sua espécie (…). Se você amar profundamente a espécie humana, estará contribuindo para provocar a maior revolução social da história”.


