O Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG) realizou, no dia 2 de maio, um ciclo de palestras sobre a doença falciforme durante o VII Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade. Organizado pela Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade, o evento ocorreu na Faculdade de Medicina da UFMG entre os dias 1º e 4 de maio e teve como tema “Medicina de Família e Comunidade: Ontem, Hoje e Sempre”.

Durante o Congresso, profissionais e acadêmicos das áreas da saúde e residentes de Medicina da Família discutiram a importância do profissional da Medicina de Família e Comunidade para a construção de um sistema de saúde de qualidade e equânime.
Palestra
A hematologista da Fundação Hemominas e coordenadora do Cehmob-MG, Mitiko Murao, abriu o ciclo de palestras com a contextualização da doença falciforme, considerada uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil. A médica abordou a epidemiologia e fisiopatologia da doença, além de apresentar as manifestações clínicas que já aparecem nos primeiros anos de vida do paciente.
A importância do controle social no acesso dos pacientes com doença falciforme aos serviços de saúde foi tema da palestra de Maria Zenó, presidente da Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia do Estado de Minas Gerais (Dreminas), instituição parceira do Cehmob-MG. Diante das dificuldades enfrentadas por esses pacientes e da importância da atenção integral, Maria Zenó enfatizou a participação do profissional da Atenção Primária nas ações assistenciais na Rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ainda, dois projetos do Cehmob-MG foram abordados. Os principais pontos de atuação da Atenção Primária no cuidado da pessoa com doença falciforme foram apresentados pela médica pediatra e coordenadora do projeto “Doença Falciforme: Linha de Cuidados na Atenção Primária”, Ana Paula Pinheiro. E a coordenadora do “Saber para cuidar: doença falciforme na escola”, Isabel Castro, falou da importância dos profissionais da educação terem um olhar sensibilizado para questões inerentes à doença, com disponibilidade para quebrar paradigmas e valorizar a inclusão desses pacientes no ambiente escolar.
Para encerramento das palestras, a enfermeira do Cehmob-MG, Aline Batista, apresentou o modelo de estudo de caso sobre a adolescência conforme trabalhado no curso de educação à distância do projeto Linha de Cuidados.
Stand e pôsteres
Além das palestras, profissionais e acadêmicos do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad) da Faculdade de Medicina da UFMG e do Cehmob-MG participaram de stand para apresentação de atividades e entrega de material informativo. “Foi uma boa estratégia para informar sobre as doenças e divulgar os trabalhos realizados”, observa Aline. Foram distribuídos informativos sobre as doenças triadas pelo Programa Estadual de Triagem Neonatal (PTN-MG) e sorteados kits com materiais sobre a doença falciforme.

Aline destacou também a apresentação de trabalhos do Nupad e Cehmob-MG em formato de pôster: “Foi muito gratificante participar do Congresso tendo cinco trabalhos selecionados”. Abaixo, os temas de cada um deles:
•O álbum seriado de doença falciforme como recursos para a capacitação de equipes de atenção primária.
•Quer capacitar a sua equipe sobre doença falciforme? Facilitador, conte com a gente!
•A trajetória do tratamento e acompanhamento do hipotireoidismo congênito do Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais entre a rede assistencial municipal e o serviço de referência/Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico da Faculdade de Medicina da UFMG
• A importância de uma equipe multidisciplinar na rede assistencial municipal para o acompanhamento do paciente com hipotireoidismo congênito (HC) do Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG) – Estudo de caso.
• Estratégias educativas utilizadas na atenção primária à saúde: uma revisão integrativa.
Para mais informações sobre o VII Congresso Mineiro de Medicina de Família e Comunidade evento, acesse o site: www.cmmfc2014.com.br


