
Durante o mês de setembro, o projeto “Saber para Cuidar: Doença Falciforme na Escola”, do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), realizou oficinas de capacitação profissional em três escolas da rede pública estadual de Belo Horizonte. Os encontros somaram cerca de 90 participantes, entre vice-diretor, supervisor pedagógico, professor, bibliotecário e pedagogo.
Segundo a coordenadora técnica do projeto, Cristiane Rust, as oficinas buscam sensibilizar os atores educacionais para a importância de se conhecer mais sobre a doença falciforme, o que favorece, de forma inclusiva, a atenção integral deste aluno. “Queremos conhecer esses profissionais, bem como sua realidade de trabalho para saber como lidam com o estudante com doença falciforme”, explica a coordenadora. “A partir de técnicas de problematização, estudos de casos e estruturação de intervenções pedagógicas buscamos mobilizá-los para o melhor relacionamento com este público”, observa.
Estrutura
As oficinas são construídas e executadas pelo grupo técnico de trabalho do projeto Saber para Cuidar, formado por assistente social, psicólogo, enfermeiro, pedagogo e acadêmicos de psicologia e pedagogia. Com aproximadamente duas horas de duração, as atividades de capacitação são estruturadas de forma a promover um espaço de discussão e observação de como atuam os profissionais no relacionamento com o aluno que possui a doença falciforme.
Como explica Cristiane, para facilitar o diálogo com os participantes são utilizadas técnicas pedagógicas: “O primeiro momento é destinado para integração e socialização com o grupo, com um coffee-break e dinâmica de quebra-gelo. Depois, discutimos peculiaridades da doença falciforme e realizamos estudo de caso”. São também aplicados aos profissionais um questionário, o que possibilita avaliar os resultados do encontro.
As oficinas são agendadas conforme calendário e disponibilidade das escolas selecionadas pelo projeto. De acordo com Cristiane, a escolha das instituições obedeceu aos seguintes critérios: pertencer à rede pública estadual de Belo Horizonte, possuir alunos com doença falciforme e ter participado das rodas de conversa promovidas pela Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia de Belo Horizonte e Região (Dreminas) em parceria com a Fundação Hemominas e Nupad. “É muito importante que as famílias dos pacientes também tenham autorizado o contato com as escolas”, observa.
Perspectivas

As três instituições já contempladas pelas oficinas têm demonstrado grande interesse em participar de novos encontros, ainda no 2º semestre de 2013. “Também, a equipe do projeto está disponível para realizar as oficinas em outras escolas que demonstrem interesse em nos receber”, garante a coordenadora.
Além das oficinas, a perspectiva do “Saber para Cuidar: Doença Falciforme na Escola” é que em 2014 as escolas de Minas Gerais participem da capacitação em educação à distância (EAD) para a doença falciforme: “O curso à distância representa a efetivação do nosso projeto que é fortalecer a capacidade técnica e política dos profissionais da educação em doença falciforme e promover a atenção inclusiva e integral às pessoas com a enfermidade”.


