Oficinas do Saber para Cuidar mobilizam profissionais da educação

Oficina na E. E. Profa. Benvinda de Carvalho, bairro Jardim Montanhês, no dia 14 de setembro.
Oficina na E. E. Profa. Benvinda de Carvalho, bairro Jardim Montanhês, no dia 14 de setembro.

Durante o mês de setembro, o projeto “Saber para Cuidar: Doença Falciforme na Escola”, do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), realizou oficinas de capacitação profissional em três escolas da rede pública estadual de Belo Horizonte. Os encontros somaram cerca de 90 participantes, entre vice-diretor, supervisor pedagógico, professor, bibliotecário e pedagogo.

Segundo a coordenadora técnica do projeto, Cristiane Rust, as oficinas buscam sensibilizar os atores educacionais para a importância de se conhecer mais sobre a doença falciforme, o que favorece, de forma inclusiva, a atenção integral deste aluno. “Queremos conhecer esses profissionais, bem como sua realidade de trabalho para saber como lidam com o estudante com doença falciforme”, explica a coordenadora. “A partir de técnicas de problematização, estudos de casos e estruturação de intervenções pedagógicas buscamos mobilizá-los para o melhor relacionamento com este público”, observa.

Estrutura

As oficinas são construídas e executadas pelo grupo técnico de trabalho do projeto Saber para Cuidar, formado por assistente social, psicólogo, enfermeiro, pedagogo e acadêmicos de psicologia e pedagogia. Com aproximadamente duas horas de duração, as atividades de capacitação são estruturadas de forma a promover um espaço de discussão e observação de como atuam os profissionais no relacionamento com o aluno que possui a doença falciforme.

Como explica Cristiane, para facilitar o diálogo com os participantes são utilizadas técnicas pedagógicas: “O primeiro momento é destinado para integração e socialização com o grupo, com um coffee-break e dinâmica de quebra-gelo. Depois, discutimos peculiaridades da doença falciforme e realizamos estudo de caso”. São também aplicados aos profissionais um questionário, o que possibilita avaliar os resultados do encontro.

As oficinas são agendadas conforme calendário e disponibilidade das escolas selecionadas pelo projeto. De acordo com Cristiane, a escolha das instituições obedeceu aos seguintes critérios: pertencer à rede pública estadual de Belo Horizonte, possuir alunos com doença falciforme e ter participado das rodas de conversa promovidas pela Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia de Belo Horizonte e Região (Dreminas) em parceria com a Fundação Hemominas e Nupad. “É muito importante que as famílias dos pacientes também tenham autorizado o contato com as escolas”, observa.

Perspectivas

Grupo técnico de trabalho do projeto Saber para Cuidar: Doença Falciforme na Escola.
Grupo técnico de trabalho do projeto Saber para Cuidar: Doença Falciforme na Escola.

As três instituições já contempladas pelas oficinas têm demonstrado grande interesse em participar de novos encontros, ainda no 2º semestre de 2013. “Também, a equipe do projeto está disponível para realizar as oficinas em outras escolas que demonstrem interesse em nos receber”, garante a coordenadora.

Além das oficinas, a perspectiva do “Saber para Cuidar: Doença Falciforme na Escola” é que em 2014 as escolas de Minas Gerais participem da capacitação em educação à distância (EAD) para a doença falciforme: “O curso à distância representa a efetivação do nosso projeto que é fortalecer a capacidade técnica e política dos profissionais da educação em doença falciforme e promover a atenção inclusiva e integral às pessoas com a enfermidade”.