A mesa-redonda de abertura do 1º Encontro Mineiro de Agentes Comunitários de Saúde – Doença Falciforme: Linha de Cuidados, realizada no dia 19, discutiu o cuidado da pessoa com doença falciforme no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Como pauta, aspectos referentes à linha de cuidados e o conhecimento das complicações na doença falciforme.

A médica do Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), Mila Cintra, que atua na Estratégia de Saúde da Família, destacou o papel da APS no fluxo de atenção ao paciente. “A linha de cuidados é o caminho trilhado pelo paciente na assistência à saúde e deve ser direcionado para as necessidades da pessoa, não do serviço ou da doença”, observou. Neste sentido, o cuidado deve prezar pela integralidade e longitudinalidade em todos os pontos de atenção.
Segundo Mila, para efetivação da assistência integral na doença falciforme são necessários, além de vontade política, profissionais de qualidade, com capacidade de acolher, escutar e se responsabilizar pelo cuidado de cada usuário.
A triagem neonatal deve ser reconhecida pelo profissional da atenção primária como importante ação de saúde para o diagnóstico precoce da doença falciforme. Também, de acordo com a médica, além de conhecer a fisiopatologia da doença, é importante que o agente de saúde esteja atento aos aspectos clínicos, socioeconômicos e culturais da população afetada pela doença. “Batalhar pela rede de atenção integral a pessoas com doença falciforme faz parte do nosso trabalho”, pontuou a profissional em referência aos ACS.
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Fonte: Cehmob-MG.


