Funcionários de escolas municipais de Belo Horizonte, entre diretores, porteiros, vigias e cantineiras, assistiram à palestra “Doença falciforme e racismo”, no dia 16 de julho, durante o “II Seminário de Formação em Educação e Direitos Humanos: por uma cultura de paz”, promovido pela Gerência de Educação Regional Noroeste. A palestra, realizada na Escola Municipal Belo Horizonte, foi proferida pela médica da Fundação Hemominas, Adriana Nunes, com a participação do estagiário de Psicologia do Cehmob-MG, Luiz Canto.

Durante a exposição foram abordados aspectos gerais da doença falciforme: fisiopatologia, diagnóstico e principais manifestações clínicas. Segundo Adriana, dada a alta prevalência da doença, que atinge, em Minas Gerais, um a cada 1400 nascidos vivos, torna-se de grande importância saber mais sobre ela. “Na realidade da escola, a criança com doença falciforme deve se proteger das situações de risco (como atividades físicas em excesso, frio e calor em excesso e falta de hidratação). Ela pode precisar ser hospitalizada, se ausentar da escola… Vocês que trabalham com educação têm um papel essencial, quanto mais se informam e aprendem, mais podem ajudar nesse sentido”, ressaltou.
Somado aos aspectos clínicos, a médica de Família e Comunidade destacou o impacto do racismo institucional na vida das pessoas com doença falciforme, uma vez que a doença atinge, principalmente, a população negra. “O racismo institucional é aquele que acontece na escola, saúde, instituições de maneira geral. Coloca pessoas e grupos sociais em situações de desvantagem para o acesso aos serviços”, declarou.
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Fonte: Cehmob-MG.


