Ceaps realiza bate papo sobre uso da internet

Jovens em acompanhamento pelo Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG) e responsáveis participaram de bate papo sobre o uso da internet e os cuidados necessários para lidar com o mundo virtual. A atividade, ocorrida na manhã de 29 de julho, foi conduzida por profissional de Pedagogia e estagiários de Psicologia do Centro de Educação e Apoio Social do Nupad (Ceaps).

Os participantes discutiram o fato de que, muitas vezes, as pessoas não refletem nas redes sociais o que são na realidade. Photoshop e outros recursos disponíveis em aplicativos como Instagram e Facebook acabam criando perfis com imagens bem distintas da vida real. Segundo a pedagoga do Ceaps, Raíssa Azevedo, isso é também resultado dos padrões de beleza exigidos pela mídia e é preciso estar atento para não acreditar em tudo que é mostrado na internet. “Não temos que ter vergonha do que somos. Devemos ter cuidado para não nos compararmos muito, para não exigirmos tanto de nós mesmos”, alertou.

Para tratar da repercussão de diferentes assuntos pelas redes sociais, foram citados exemplos de campanhas, debates e notícias recentes que circularam no país e no mundo. Entre eles o apoio dos usuários do Facebook ao casamento homossexual, que passou a ser permitido em todo o Estados Unidos a partir de junho deste ano; as discussões sobre censura e intolerância religiosa, acirradas após o assassinato de profissionais do jornal francês Charlie Hebdo por extremistas islâmicos; e a exposição de imagens do corpo do cantor Cristiano Araújo, morto em um acidente de carro também no mês de junho. “Nas redes sociais, tudo que se fala ganha muita força”, observou a estagiária de Psicologia do Centro, Josiane Silva.

Parar ou seguir?

Participantes completaram painel sobre riscos e benefícios da internet. Foto: Rafaella Arruda.
Participantes completaram painel sobre riscos e benefícios da internet. Foto: Rafaella Arruda.

“Nem tudo na internet é ruim. Temos coisas boas e não tão boas. É preciso ficar atento”, ressaltou Raíssa. Para refletir sobre o assunto, os participantes montaram uma espécie de “semáforo do mundo virtual”, onde deram exemplos de ações permitidas, perigosas e sobre as quais se deve ter maior cuidado. Expor dados pessoais e fotos íntimas nas redes sociais recebeu sinal vermelho, enquanto falar com os amigos, fazer pesquisas para estudos e compras, divulgar notícias positivas e campanhas de colaboração com boas causas foram apontados como benefícios trazidos pela internet. No sinal amarelo, os participantes citaram que é preciso atenção ao fazer compras em sites desconhecidos, baixar programas e dividir informações com as pessoas, entre outros. “É importante saber separar o que vivemos em nossa privacidade daquilo que podemos compartilhar”, declarou a pedagoga.

Para o jovem Carlos Lopes, de Caratinga (MG), o mundo virtual não deve substituir as interações do mundo real: “Não tenho internet, mas não ligo, acho tudo muito demorado. Prefiro sempre conversar pessoalmente do que pelo computador”. Já Tainara Carolina, de Belo Horizonte, reconheceu que gosta bastante das redes sociais. “Não uso no trabalho e nem na escola, mas quando saio coloco muitas fotos. O WhatsApp é o meu preferido”, confessou.